História do Carnaval

Em 2016, O ano em que o maior carnaval do planeta homenageou o palco principal: a rua. O pré-carnaval seguiu forte com o Furdunço e o Fuzuê. O resgate dos antigos carnavais. Os bloquinhos, as fanfarras e os instrumentos de sopro, sem cordas. Os trios independentes, sem cordas, no circuito Orlando Tapajós. O carnaval da diversidade. De todos. Da criação do Beco das Cores e do Palco Multicultural. O carnaval em 10 bairros. 197 atrações sem cordas nos circuitos oficiais e 212 atrações nos bairros.

Em 2015, Axé Music completa 30 anos e é homenageado no Carnaval de Salvador. Volta do desfile de alguns blocos na Carlos Gomes (samba, Traz A Massa e Muquiranas). No contrafluxo, saem, como tradicionalmente, da Rua Chile e passam pela Carlos Gomes, entidades de matriz africana, como Ilê, Olodum, Muzenza e Gandhy. Prefeitura lança pré-carnaval, que levará o Furdunço movimento de pequenos equipamentos e manifestações culturais consagrado em 2014 com atrações que seguirão do Clube Espanhol (Ondina) ao Farol da Barra sem cordas no domingo antes à folia. Criação da Vila Infantil na praça do Campo Grande, Arena do Samba na Praça da Cruz Caída e Vila Gourmet no Farol da Barra, que contará com roda-gigante e DJs. Volta da abertura do Carnaval ao Campo Grande, com entrega da chave ao Rei Momo. Cheiro passa a ser puxado por Vina Calmon.

Em 2014, Ocorre mudanças no circuito Osmar com saída da Carlos Gomes, compensada com ampliação no início do percurso, saindo da passarela do Campo Grande para o Hotel Sheraton. Relocação dos camarotes e praticáveis permite maior visibilidade de artistas. Criação do Furdunço para valorizar pequenos equipamentos e manifestações culturais no chão. Bell se despede do Chiclete na Praça Castro Alves. Felipe Pezzoni assume Eva e Aline Rosa deixa Cheiro. Afródromo desfila na Avenida e chama atenção pela plasticidade e coreografias de blocos de matriz africana. Carnaval homenageia 40 anos de blocos Afros e é aberto na Barra com Orquestra Sinfônica, Stomp e Olodum. Criada Vila da Diversidade, no Dois de Julho.

Em 2013, Conselho Municipal do Carnaval aprova criação do quarto circuito: Sérgio Bezerra, que já acontece tradicionalmente na quarta-feira antes da folia e reúne bandas de sopro e percussão na Barra. Nome dado é homenagem ao fundador da banda Habeas Copos, que completara 25 anos. Tema desse ano é a guitarra baiana, criado por Dodô e Osmar em 1942. Instalada área de lazer e alimentação com acessibilidade na Praça da Piedade. Desfile do Afródromo (entidades de matrizes africanas) entre domingo e terça, na passarela do Campo Grande. Criação do Centro de Operações para o Carnaval para coordenar atividades de órgãos municipais envolvidos. Saulo Fernandes se despede do bloco Eva desfilando sem cordas na Avenida e vai para carreira solo. Tatau retorna ao Araketu, comandado por Larissa Luz desde 2009.

Em 2012, Com o tema 'O País do Carnaval' em homenagem aos 100 do escritor Jorge Amado, Prefeitura fortalece circuito Osmar com resgate de momentos históricos e mudança do desfile dos blocos de samba, que passam a se apresentar mais cedo na Avenida. Como disse Castro Alves, a praça é do povo, por isso, shows de grandes artistas acontecem no palco no local, além de, pelo segundo ano consecutivo, o lendário encontro de trios, que desde 1999 não acontecia, entre Chiclete com Banana e Oito7Nove4, Carlinhos Brown e Timbalada, Saulo Fernandes e Moraes Moreira. Folião pipoca ganha mais espaço com blocos sem cordas com Eva (Saulo Fernandes), Papa (Jammil), Cheiro (É o Tchan), Baladas (Tuca Fernandes) e Tiete, com o cantor de arrocha Pablo. Instalação dos primeiros banheiros em contêineres climatizados.

Em 2011, É iniciado um movimento democrático de baixar as cordas a partir da banda Eva. Concurso volta à originalidade e passa a exigir sobrepeso para eleição do Rei Momo, que recebe a chave da cidade por 150 integrantes do grupo percussivo A Mulherada. Trio elétrico acompanhado por 50 percussionistas do bloco afro Muzenza fazem a abertura da folia, em homenagem à percussão. Com percussionistas de todos os blocos afro, Brown desfila ao lado do grupo novaiorquino Blue Man Group. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que cai na terça de Carnaval, Margareth Menezes comanda o Trio Internacional da Mulher. Folia também acontece em Cajazeiras, Liberdade, Itapuã, Plataforma e Periperi.

Em 2010, Assim como nos dois anos anteriores, Rei Momo é escolhido pela sua representatividade e é eleito o cantor Pepeu Gomes. Desfile de Afoxés no Carnaval de Salvador se torna patrimônio imaterial da Bahia. Trio elétrico completa 60 anos e é escolhido como tema.

Em 2009, Cantor Gerônimo é eleito Rei Momo pela representatividade. Tatau deixa o bloco Araketu e passa para carreira solo, substituído por Larissa Luz. Homenagem deste ano é para os Afoxés. Após 10 anos afastado, Moraes Moreira volta a desfilar.

Em 2008, Sempre como condicionante o sobrepeso para ser eleito Rei Momo, pela primeira vez é eleito um magro: Clarindo Silva, figura popular do Pelourinho e dono da Cantina da Lua (um dos restaurantes mais antigos do local), com apenas 58 quilos. A eleição provoca uma polêmica nacional chegando até ao Tribunal de Justiça da Bahia, mas não vinga. É então instituída a ideia de um Rei Momo de representatividade (artística ou popular).

Em 2007, Banda Motumbá passa a puxar o bloco Beijo e ganha o título de Banda Revelação do Carnaval. O samba é grande homenageado na folia momesca. Bromélias são instaladas nos três circuitos para monitorar a qualidade do ar durante o Carnaval.

Em 2006, Após 15 anos e seis CDs gravados à frente da banda, Ninha anuncia sua saída da Timbalada para montar o novo grupo Tribahia, ao lado dos também ex-timbaleiros Xexéu e Patrícia Gomes. “O Coração do Mundo Bate Aqui” é o tema do Carnaval de Salvador. Prefeitura promove concurso para escolha da logomarca oficial e do padrão para a decoração dos tapumes. Dez trios elétricos passam a usar a tecnologia do biodiesel durante a folia para diminuir emissão de gases poluentes e permitir a economia de consumo. Criação da Fábrica do Carnaval no Mercado Modelo, abrigando cerca de 30 unidades produtivas para a confecção de fantasias, estamparias, sapatos, adereços e outras peças de decoração do Carnaval. Afoxé Pai Burokô renasce no Bairro da Paz, ligado ao terreiro do Ilê Assipá.

Em 2005, “A cada ano mais alegria” é escolhido como tema da folia através de votação popular pelo portal oficial do Carnaval de Salvador e correspondências enviadas ao Conselho Municipal do Carnaval. Folião pipoca conta com mais espaço com o aumento do número de trios independentes sem cordas, passando de seis para 18. Ivete Sangalo desfila com primeiro trio do Brasil movido a biodesel. Após entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, integrantes do grupo de balé do Senegal, o La Liguére Group, acompanhados de dançarinos do Male Debalê, Projeto Axé e percusionistas do Ilê Ayê e Olodum abrem os desfiles. Márcia Short puxa o bloco da Camisinha alertando o folião sobre a importância de se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. Também desfila Bloco do Comitê contra a Exploração Sexual Infanto Juvenil.

Em 2004, Carnaval de Salvador entra no The Guinness World Records como maior festa de rua do planeta. Com o tema O Povo Brasileiro, prefeitura organiza no saguão do Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, grande exposição de fotos feitas pelas famílias baianas ao longo dos últimos 120 anos. O tema escolhido é em referência ao livro “Viva o povo brasileiro”, do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, que participa da entrega das chaves ao Rei Momo no Campo Grande. Fantasiado de faraó, Carlinhos Brown abre os desfiles da folia no Campo Grande com o grupo Zárabes, seguido por 120 dançarinos e músicos da África do Sul convidados pela Prefeitura, que desfilam com danças tribais. Caetano e Gil comandam o bloco da Cidade e traz dançarinos gaúchos, passistas de escolas de samba cariocas, bonecos de Olinda e artistas do Bumba-Meu-Boi.

Em 2003, Após introduzir um novo modelo com abadás diferenciados para cada dia, bloco Cheiro de Amor, já comandado por Aline Rosa, inova mais uma vez e lança os abadás temáticos. Na folia dedicada às baianas do acarajé, as chaves da cidade são entregues às quituteiras mais famosas da Bahia: Dinha, Regina e Cira. O Carnaval de Salvador é aberto com um bloco com cerca de 400 baianas, vestidas a caráter, lembrando a tradicional ala das escolas de samba no Campo Grande. As baianas também ganham um camarote exclusivo.

Em 2002, Saulo Fernandes assume o bloco Eva, no lugar de Emanuelle Araújo, que parte para carreira solo. Com o tema “Carnaváfrica”, folia homenageia ao continente africano e seu legado cultural a Salvador. Embaixadores de Angola, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde, Bangladesh e Hungria participam da cerimônia de abertura, que conta com os cantores africanos Bonga e Felipe Mukenga. Após a entrega das chaves da cidade à líder espiritual do Ilê Ayiê, ialorixá Mãe Hilda – primeira homenagem a uma mãe de santo no Carnaval de Salvador –, trio Carnaváfrica inicia desfile na Avenida, com a atriz Edvana Carvalho, representando Mãe África. No chão, passam Carlinhos Brown e Neguinho do Samba, comandando 300 percussionistas e dançarinos africanos. Com cinco patrocinadores oficiais, folia se estende a Liberdade, Periperi, Itapuã e Cajazeiras.

Em 2001, Primeiro Carnaval de Salvador do milênio faz homenagem à paz e mobiliza sociedade, artistas, blocos e organizações na causa. A folia também homenageia o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi e organiza um bloco especial da paz, na noite de domingo, reunindo no Campo Grande “Os Doces Bárbaros”, acompanhados de Danilo e Alice Caymmi. Realização de concursos de entidades afros e afoxés na Praça Castro Alves. Internacionalização do concurso gay de fantasias na Praça Municipal. Fim dos camarotes em áreas públicas do circuito Dodô, entre a Barra e Ondina. Ricardo Chaves deixa de comandar “Os corujas” e o bloco (segundo da fila a desfilar na Avenida pelo critério de antiguidade, o primeiro é o Inter, antigo “Os Internacionais”) é comprado por Ivete Sangalo. No Carnaval dedicado à paz, a chave simbólica da cidade é entregue ao garoto Lucas, 5 anos, integrante do afoxé Filhos de Gandhy.

Em 2000, Fobica e seus idealizadores são mais uma vez homenageados no ano em que o trio elétrico completa 50 anos de existência. Introdução do trio elétrico Tiranossauro Rex na folia. Carnaval do milênio comemora fatos importantes do mundo, do Brasil e da Bahia: 500 Anos de Descobrimento do Brasil, 50 anos do trio elétrico e 15 anos da Axé Music. Show pirotécnico no Farol da Barra, palco de reggae na Cidade Baixa e bloco especial e o personagem-símbolo Pero Vaz de Caminha. Em parceria com as Nações Unidas Brasil e Instituto EcoDesenvolvimento, Bloco Eva desfila fazendo campanha de conscientização aos objetivos do desenvolvimento do milênio, como combate à pobreza, à mortalidade infantil e educação universal. Rainha do Carnaval, Francilene da Anunciação, recebe a chave no lugar do Rei Momo envolvido em acusações de estelionato dias depois de ser eleito para o cargo.

Em 1999, Ivete Sangalo parte para carreira solo e deixa o bloco Eva, que passa a ser comandado por Emanuelle Araújo. Cortejo Afro desfila pela primeira vez na Avenida. Criado no bairro de Pirajá pelo artista plástico Alberto Pitta (responsável pela estética do Olodum), o propósito era ser um bloco sem nome, apenas um cortejo. Surge no bairro da Liberdade o bloco Os Mascarados, puxado por Margareth Menezes. O aniversário de 450 da Cidade do Salvador é o grande homenageado na folia. Pedrinho da Rocha começa a desenvolver propostas específicas de visual para os trios para propaganda de anunciantes e transforma o trio do Cheiro de Amor, que desfila na Avenida em formato de rádio, com dial e caixas de som embutidas e a marca Philips. Fora da folia desde 1990, Novos Baianos volta a se apresentar em cima do trio.

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